Juliette pede justiça e punição ao discurso de ódio contra mulheres após julgamento de amiga

Na última segunda-feira (13/7), Juliette utilizou suas redes sociais para se manifestar sobre o início do julgamento referente ao assassinato da enfermeira Clarissa Costa Gomes, sua amiga e vítima de feminicídio em julho do ano anterior. A ex-participante do Big Brother Brasil e influenciadora digital expressou sua tristeza, revelando que acordou “com o coração apertado” e demonstrou confiança de que a Justiça proporcionará uma resposta à família de Clarissa.

O julgamento está sendo realizado no Fórum Clóvis Beviláqua, localizado em Fortaleza, Ceará. Matheus Anthony Lima Martins Queiroz, acusado do feminicídio de Clarissa, que tinha apenas 31 anos na época do crime, será julgado por um Conselho de Sentença. O Ministério Público aponta que Clarissa foi assassinada em julho de 2025 após decidir terminar seu relacionamento. Cabe a este conselho decidir se o réu será condenado ou absolvido.

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JulietteReprodução: GNT
Clarissa Costa Gomes e Matheus Anthony LimaCrédito: Arquivo Pessoal/Divulgação
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JulietteReprodução: Instagram/@juliette
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Esse caso repercutiu fortemente em todo o país. Conhecida por sua atuação como enfermeira nos hospitais públicos de Fortaleza, Clarissa era reconhecida por amigos e familiares como uma profissional comprometida e uma pessoa amável. Juliette já havia se posicionado publicamente na ocasião da tragédia, lamentando a perda da amiga e exigindo justiça. Em sua declaração nesta segunda-feira, afirmou acreditar na justiça tanto divina quanto humana e expressou esperança de que a decisão traga conforto à família enlutada.

A artista também aproveitou para abordar a questão do feminicídio, ressaltando que essa luta deve ser encarada coletivamente, independente de divergências políticas ou ideológicas. Para ela, o problema não começa apenas com agressões físicas, mas é precedido por atitudes e discursos que legitimam a violência contra mulheres. Além disso, enfatizou que mudanças culturais requerem não só educação, mas também legislações eficazes, citando leis que transformaram comportamentos sociais, como as restrições ao consumo de álcool ao volante.

Juliette criticou ainda a lentidão na tramitação do projeto de lei que visa criminalizar a misoginia. Segundo ela, essa proposta já passou pelo Senado e aguarda votação na Câmara dos Deputados, mas estaria sendo adiada pela alegação de que o tema é “polêmico”.

A vencedora do “BBB21” destacou que não considera a luta contra o ódio às mulheres uma questão meramente ligada à liberdade de expressão e pediu agilidade na pauta desse projeto antes do recesso parlamentar previsto. “Eles estão procrastinando essa votação; se não for pautado esta semana…”, alertou.

Concluindo sua mensagem, Juliette fez um apelo às autoridades para que convertam seus discursos em ações reais. “Desejo muito que os discursos se transformem em ações”, declarou ela, enfatizando a necessidade urgente de priorizar a proteção das mulheres.

By Nana Rude

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