A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) anunciou a autorização para que a Ypê retome suas operações nas linhas de produção localizadas em Amparo, São Paulo. Essa decisão encerra uma suspensão parcial que havia sido imposta desde o início de maio. A empresa planeja reiniciar a fabricação de detergentes, lava-roupas líquidos e desinfetantes a partir da próxima segunda-feira, 1º de junho.
De acordo com a Ypê, as duas fábricas que estavam paralisadas passarão por um rigoroso processo de limpeza e desinfecção durante o final de semana, especificamente entre os dias 30 e 31 de maio, como parte das preparações necessárias para o retorno completo das atividades.
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Apesar do retorno à produção, a empresa enfatizou que os novos produtos não estarão disponíveis imediatamente nas prateleiras. Todos os itens fabricados após essa retomada passarão por rigorosos testes laboratoriais e controle interno de qualidade.
“Os produtos só poderão ser liberados para venda após todas as análises físico-químicas e microbiológicas serem aprovadas”, esclareceu.
Além disso, a Anvisa também deu permissão para que sejam comercializados novamente os detergentes líquidos para roupas, detergentes para louças e desinfetantes com final de lote 1 produzidos após primeiro de abril de 2026.
Por outro lado, itens com final de lote 1 fabricados até trinta e um de março de dois mil e vinte e seis continuam banidos para venda, distribuição e utilização.
Mantenha trocas e reembolsos ativos
Mesmo com o restabelecimento das operações fabris, a Ypê continuará oferecendo trocas ou reembolsos para os produtos dos lotes ainda restritos.
As diretrizes emitidas pela Anvisa aos consumidores permanecem inalteradas.
“Esses itens devem ser mantidos em locais seguros e não descartados. A liberação ocorrerá conforme a empresa apresente laudos emitidos por laboratórios credenciados pela Anvisa”, informou o órgão regulador.
A fábrica esteve sob restrições por quase um mês
A suspensão parcial das atividades foi implantada no dia sete de maio, após uma avaliação técnica indicar riscos potenciais relacionados à contaminação microbiológica nos produtos fabricados pela Química Amparo.
Três semanas depois, uma nova inspeção realizada juntamente com o Centro de Vigilância Sanitária paulista reintegrou a autorização à operação após constatar melhorias nas práticas da empresa. As vistorias ocorreram entre os dias vinte e oito e vinte nove de maio.
O complexo industrial localizado em Amparo é considerado o maior do grupo Ypê, compreendendo oito fábricas. Dessas, duas permaneceram fechadas durante todo o período mencionado; uma dedicada à produção de detergentes e outra à fabricação dos lava-louças líquidos e desinfetantes. As demais unidades continuaram operando normalmente.
Conforme informações fornecidas pela empresa, entre quatrocentos e quinhentos colaboradores foram diretamente impactados pela suspensão das atividades nas duas fábricas paralisadas. Adicionalmente, cerca de três mil trabalhadores envolvidos em transporte, logística e distribuição enfrentaram consequências indiretas devido às restrições.
A Anvisa confirmou que as principais medidas corretivas implementadas pela empresa estavam adequadas. A fabricante apresentou um plano abrangente para atender às exigências sanitárias identificadas durante uma inspeção anterior realizada em abril.
“Verificamos que esta unidade fabril reúne as condições necessárias para operar com segurança, garantindo produtos sem risco sanitário à população”, destacou Leandro Safatle, presidente da Anvisa durante sua visita às instalações.. p >
Ainda segundo a agência reguladora, melhorias significativas foram introduzidas nos processos produtivos além do fortalecimento dos controles internos relacionados à qualidade.. p >
A fiscalização foi motivada por histórico anterior
A inspeção que resultou na suspensão das atividades estava relacionada a um “históricode contaminação microbiológica” identificado pela fabricante em novembro do ano passado.
Naquela ocasião,a própria empresa realizou um recolhimento preventivode determinados lotes ao detectar a presença da bactéria Pseudomonasaeruginosa exclusivamente em produtos líquidos destinados à lavagem.
A fiscalização que levou às medidas atuais ocorreu entre os dias vinte sete e trinta de abril deste ano. Durante esta vistoria,técnicos focaram na análise das linhas produtivas líquidas existentes na unidade,focando especialmente em lava-louças,lava roupas edesinfetantes.
Embora esses episódios estejam interligados do ponto devista regulatório,a Anvisaclarificou que as decisões tomadas em maio basearam-se nos resultados obtidos durante a vistoria realizada em abril.O caso registrado em novembro fez parte apenas do histórico consideradopara avaliação dos riscos associados à empresa.
Entenda mais sobre a bactéria identificada h3 >
A Pseudomonas aeruginosa é uma bactéria comum no meio ambiente,encontrada em água,solos,e até mesmo ar.Até mesmo na pele saudável dos humanos.
Classificada como um microrganismo oportunista,sua incidência é baixa entre indivíduos saudáveis.Mas pode causar infecções ou agravar quadros clínicos em pessoas imunocomprometidas ou com doençasque afetam suas defesas naturais.
Esse potencial risco justifica os alertas emitidos pela fabricante durante o recolhimento preventivo,focando especialmente pacientes imunocomprometidos,cuidadores eprofissionaisda saúde.
