Além disso, a defesa destacou que a ré portava uma faca de cozinha em sua bolsa devido ao medo resultante de ter sido assaltada anteriormente na área da Barra Funda.
“Laís reside em Ribeirão Preto e retornou à capital paulista no dia 5 deste mês, quando decidiu ir ao salão, onde foi recebida com desdém e zombarias. Ela está profundamente abalada pela repercussão do ocorrido e afirma que não teve intenção alguma de ferir Eduardo e que levava a faca apenas por conta da insegurança provocada pelo assalto nas imediações da rodoviária”, relatou o advogado.
A defesa acrescentou ainda que a interrupção no tratamento psiquiátrico se deu por questões médicas.
“Laís foi diagnosticada com transtorno psicótico agudo e transitório não especificado desde 2023 e passou recentemente por internação devido à hepatite medicamentosa, o que exigiu a suspensão dos medicamentos prescritos pelo CAPS”, informou.
Reclamações sobre o atendimento
Em comunicado enviado ao programa Fantástico da TV Globo, Murilo Maia declarou que Laís realizou seu procedimento no salão em abril e já no dia seguinte tentou entrar em contato para expressar sua insatisfação.
Após não conseguir resolver o problema via mensagens com os funcionários do salão, ela decidiu voltar pessoalmente para falar com o profissional responsável.
Como noticiado por g1, o ataque aconteceu no salão administrado por Eduardo Ferrari, situado na Barra Funda, na zona oeste da cidade.
O registro do caso foi feito no 91º Distrito Policial como lesão corporal, ameaça e autolesão.
A defesa do cabeleireiro afirmou que pretende pedir ao Ministério Público paulista que reclassifique as acusações para tentativa de homicídio e homofobia.
Quecia Montino, advogada de Eduardo Ferrari, ressaltou que ele foi atacado inesperadamente e violentamente pelas costas, caracterizando uma “grave tentativa de homicídio”.
“É preocupante que a própria autora dos fatos tenha declarado à polícia ter ido até lá com intenção de ‘matar esse viado desgraçado’”, acrescentou.
Em um vídeo enviado ao g1, o cabeleireiro revelou estar emocionalmente abalado e defendeu a necessidade de responsabilização judicial da suspeita. “Isso não pode ficar impune”, enfatizou.
Nota da SSP
No último sábado (9), a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo comunicou que a classificação inicial do boletim poderá ser alterada conforme os desdobramentos das investigações.
A pasta explicou que “a tipificação inicial ocorre com base nas informações disponíveis durante o registro, podendo haver revisões jurídicas conforme surgirem novas evidências ou depoimentos durante as apurações.”
A Polícia Civil também se manifestou sobre o incidente ocorrido no salão localizado na Avenida Marquês de São Vicente. A instituição anunciou que instaurou procedimentos para investigar todos os pormenores relacionados ao caso.
Eduardo Ferrari tem depoimento agendado para ser ouvido pela Polícia Civil nesta segunda-feira (11).
Segundo sua advogada, “a dinâmica da agressão e as circunstâncias envolvidas devem ser analisadas minuciosamente pelas autoridades competentes”.
<h3(data_start=”4267″data_end=”4336″)Abaixo está a declaração completa emitida pela defesa de Laís Gabriela Cunha:
<p(data_start=”4340″data_end=”4721″)“Em função dos eventos ocorridos em 05 de maio de 2026 no salão dirigido por Eduardo Ferrari na Avenida Marquês de São Vicente, nº 405, Barra Funda – SP , apresentamos os seguintes esclarecimentos:
<p(data_start=”4725″data_end=”4960″)No dia 07 de abril deste ano, Laís compareceu ao local para realizar um procedimento capilar sob os cuidados do proprietário Eduardo.
<p(data_start=”4964″data_end=”5240″Ela permaneceu voltada para o espelho enquanto Eduardo realizava cortes fio navalha mecha por mecha em seu cabelo.
<p(data_start=”5244″data_end=”5509″No dia seguinte ao serviço prestado, Laís percebeu insatisfação com o resultado final. Devido a um corte químico profundo provocador dessa insatisfação decidiu retornar ao salão já no dia 13 buscando esclarecer suas preocupações mas sem obter retorno dos profissionais responsáveis.
<p(data_start=”5513″data_end=”5818"No dia posterior à primeira reclamação sem sucesso nas mensagens via WhatsApp acabou ultrapassando os limites nas interações digitais sendo informada pela equipe do salão sobre sua impossibilidade em prosseguir pelo mesmo canal mas estavam dispostos a ajudá-la presencialmente.
<p(data_start=”5822″data_end=”6082"Dessa forma fica evidente que as alegações sobre suposta demora excessiva por parte dela são infundadas. É relevante mencionar que Laís reside em Ribeirão Preto e voltou à cidade apenas no dia cinco deste mês , momento propício para buscar solução no estabelecimento onde encontrou desprezo e deboche nas respostas oferecidas pelos atendentes.”
“Murilo Augusto Maia – Advogado Criminalista – OAB/SP 467.274”